
1.Nunca vá atrás de um impulso de um dia, do tipo “hoje fui com uma amiga a um canil por acaso e sem pensar também fiquei com um cão”, “passei por uma loja e vi um cachorrinho tão querido que o comprei”.
Isto nunca! Esta decisão deve ser ponderada e não um capricho momentâneo, caso contrário à mesma velocidade que entra em casa pode sair também. Pense duas, três vezes…o animal é para toda a vida.
2. Lembre-se que um cão vive uma média de 12 anos, os gatos mais uns quantos e alguns pássaros chegam a viver mais do que nós ( caso dos papagaios).
3. Quando tiver decidido que será uma jóia para toda a vida, implique-se verdadeiramente porque devolvê-lo ao canil será muito duro, tanto para si como para ele. Ficará de coração partido ao chegar a casa sem ele, por muito difícil que tenha sido a convivência entre ambos. Ficará sempre a achar que não foi capaz ou que não fez o suficiente.
4. Aponte num papel o estilo de vida que leva, ou seja, os seus horários e o que vai modificar quando tiver o animal Não se esqueça de ter em conta os sítios onde vai ao fim-de-semana, pois pode não poder ir com ele.
5.Se não estiver disposto a dedicar-lhe um tempo importante, esqueça a ideia, melhores tempos virão.
6. Todos os que vivem consigo têm de estar de acordo com a decisão.
7. Se viver numa casa alugada deverá certificar-se se pode ter o animal de estimação.
8. Ter um animal em condições implica:
a)Ração: não compre a primeira que lhe vier à mão no supermercado de uma marca desconhecida; à primeira diarreia dê-lhe uma ração de alta gama, adequada ao seu tamanho e idade.
b)Veterinário: pergunte o preço das vacinas, microchip e da consulta, deve contar sempre com estes gastos.
c)Cuidados externos: se não lhe der banho em casa, conte com os gastos da clínica.
d)Durante as férias: tanto se o levar como não, calcule o preço do passaporte (obrigatório para a Europa), do b.i. para ele ou de quanto custa a sua estada numa residência para cães.
e)Acessórios: transportadora, trela, coleira, cama, brinquedos, etc.
f)Lembre-se também do seguro anual, sobretudo se pertencer à lista de cães potencialmente perigosos.
Infelizmente, e independentemente dos motivos, as jaulas estão repletas de animais que já foram “ de estimação”.
Chega um dia que deixam de ser desejados, tornam-se um incómodo, e passam a ser o número da sua jaula.
É triste, mas é assim, muitos animais saudáveis continuam a ser sacrificados todos os anos, por falta de um lar,
negando-lhes assim o direito à vida.
Pense bem antes de adoptar um animal de estimação.